Nazismo, fascismo e o socialismo

Embora na cultura popular o fascismo seja supostamente um pensamento dito de extrema-direita ou “individualista”, na verdade consiste em uma pratica coletivista nacionalista, antiliberal e antidemocrática. No que concerne à discrepância entre ideais político-econômicos desconsidero as terminologias “direita” como capitalista e “esquerda” como socialista. Sobretudo, caso fossem relevadas, jamais seria admitido supor que o fascismo ou o nazismo consistam em pensamentos de direita. Em primeiro, pois nazismo e fascismo como sistemas políticos são praticas totalitárias que colocam o Estado acima de qualquer interesse individual, provendo ao governo a centralidade do poder. Estes ideais são totalmente contrario aos ideais liberais e que são intitulados como pensamento de direita, pois não creditam valor à voluntariedade, tal como nos antigos regimes absolutistas monárquicos. Cabe lembrar, que embora o fascismo e o nazismo tenham rejeitado o comunismo, inspiraram-se inicialmente nos ideais marxistas, rejeitando-os por questões relacionadas à defesa dos territórios dominados, com relação à expansão da influencia russa. Estes líderes visavam era uma revolução aos moldes do que ocorria no leste europeu, revestida por ideais nacionalistas, fortes o suficiente para criar um senso de simbólico e doutrinário de centralidade. E embora fosse negado que seus ideais fossem oriundos do comunismo, suas origens são evidentemente embasadas nos pensamentos coletivistas de Marx. Existem incontáveis evidencias históricas que são capazes de evidenciar este fato; em 1932, Mussolini afirma que as fontes do pensamento fascista são Georges Sorel e Hubert Lagardelle do Movimento Socialista, além de uma forte influencia do sindicalismo italiano. Sobretudo, Mussolini desejava encontrar uma identidade para o fascismo, o que vos levara a distanciá-lo cada vez mais do comunismo em prol de um imperialismo que retomasse os antigos louros do império romano.  Uma citação famosa de Mussolini narra bem o ideal totalitário italiano e sua irmandade com o nazismo e o comunismo, algo bem similar os discursos de Hitler, Lênin e Trotsky: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Já o partido nazista, surgira sob a perspectiva leninista. Sobretudo, Hitler também necessitava de uma identidade particular para o partido, quando fora aconselhando por Joseph, seu futuro ministro da publicidade e um dos principais líderes do partido nazista a transvestir o ideário nazista, a exemplo de Mussolini. Fora quando Hitler surgira com suas perspectivas de Pangermanismo. Contudo, partido nazista não lançara mão de citar sua influencia comunista. Um ano após a morte de Lênin em 1924, Goebbels publicou uma cara no The New York Times dizendo; “O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores, no qual Hitler é patrão e pai persiste em acreditar que Lênin e Hitler podem ser comparados”. Hitler também proferira inúmeras citações de sua influencia retirada de Marx, tais como: “Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objetivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o realizador do marxismo”. “Eu sempre levei em conta esta verdade e é por isso que eu dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex-comunistas”. “A Alemanha e a Rússia se completam de maneira maravilhosa. Elas são feitas verdadeiramente uma para a outra” Os ensinamentos da revolução, eis todo o segredo da nova estratégia. “Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objetivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o realizador do marxismo” (Adoph Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939). Portanto nem Hitler e o partido nazista nunca esconderam a forte influencia do comunismo, visando o que eles próprios consideravam “o real socialismo”. Portanto caso fosse considerado o pensamento de direita, uma postura liberal, baseada no indivíduo, jamais poderia ser considerada extrema, ou tão pouco relacionada ao fascismo e ao nazismo.

Christiano di Paulla

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